O impacto não piora sua hérnia de disco

Um mito reforçado até por profissionais da saúde

Existe a crença popular de que atividades de impacto como caminhar, correr ou saltar podem piorar uma hérnia de disco existente ou provocar degeneração na estrutura. Esse mito é frequentemente reforçado por profissionais da saúde que orientam de forma equivocada seus pacientes. Por isso é muito comum ouvir de pessoas com dor na coluna que foram orientadas a evitar exercícios de impacto por medo de piorar os sintomas da hérnia de disco.

O que a ciência diz sobre impacto e hérnia de disco

Existem inúmeros estudos que refutam essa crença e demonstram que não há piora da hérnia de disco com exercícios de impacto — muito pelo contrário, a evidência científica incentiva o movimento e aponta o repouso como prejudicial. Além disso, é importante partir de uma premissa fundamental: ter hérnia de disco não significa necessariamente que sua dor está vindo dela. Poucas hérnias são sintomáticas, e mesmo nos casos em que a hérnia realmente está envolvida no problema, o impacto não é o vilão da história.

Por que a articulação precisa de movimento e impacto

A hérnia de disco faz parte da articulação que une duas vértebras e, como qualquer estrutura articular, precisa de estímulo para manter sua resistência. Além disso, o movimento melhora a lubrificação articular. É difícil sustentar a ideia de que movimento e exercício pioram uma estrutura que, na realidade, depende de estímulo para se manter saudável.

Quando a progressão precisa ser gradual

Existem casos em que, devido à severidade do quadro de dor na coluna, o retorno às atividades físicas deve ser gradual ou aguardar alguns dias. São situações pontuais, mas mesmo nesses casos o quanto antes o paciente é reintegrado ao movimento, melhor é para a recuperação. Relacionar impacto à piora da dor é um erro — estimular o repouso e promover o medo são os caminhos opostos ao que a evidência recomenda.

O papel da avaliação clínica no retorno ao movimento

A avaliação clínica fornece as informações necessárias para definir quando e como o paciente retornará às suas atividades — mas pode ter certeza de que o objetivo é o retorno ao impacto, não o afastamento dele. Gerar medo apenas piora a forma como o paciente enfrenta sua dor e cria crenças limitantes que não correspondem à realidade.

Agende sua avaliação com Dr. Amarú Valdivia, fisioterapeuta de dor e coluna em goiânia.

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