Mesma hérnia, sintomas diferentes
É comum encontrar pessoas que apresentam uma hérnia de disco na ressonância e, mesmo assim, têm sintomas completamente diferentes. Uma pode sentir apenas uma dor leve na lombar. Outra pode ter dor intensa que desce para a perna. Uma terceira pode apresentar a mesma alteração no exame e não sentir dor nenhuma. Isso acontece porque a presença de uma hérnia de disco em um exame não significa que ela seja necessariamente a causa da dor.
Os fatores que influenciam os sintomas
Os sintomas dependem de vários fatores, incluindo a localização da alteração e sua relação com estruturas próximas. O fator principal é a forma como os sintomas se manifestam e se comportam. Por isso, duas pessoas com alterações semelhantes na ressonância podem apresentar quadros completamente diferentes.
Como os movimentos e as posições influenciam a dor
Além de identificar onde está a hérnia, é importante observar como os sintomas respondem aos movimentos e às posições. Algumas pessoas, por exemplo, pioram ao permanecer muito tempo sentadas. Outras sentem mais dor ao ficar em determinadas posições ou ao realizar certos movimentos. Na avaliação, as respostas ao movimento ajudam a compreender melhor o quadro e fornecem informações importantes para direcionar o tratamento.
O que a ressonância não mostra
A mesma imagem pode representar situações diferentes. A ressonância mostra uma alteração estrutural, mas não consegue mostrar sozinha a experiência que cada pessoa tem com a dor. Por isso, é preciso relacionar o resultado do exame à história do paciente, aos sintomas apresentados e aos achados da avaliação física. Encontrar uma hérnia na ressonância não deve levar à conclusão automática de que ela é responsável por toda a dor. O mais importante é verificar se existe relação entre o achado do exame e o quadro clínico.
Por que o tratamento precisa ser individualizado
Se duas pessoas podem apresentar sintomas diferentes, elas também não devem receber exatamente o mesmo tratamento. O tratamento deve considerar as características de cada paciente, seus sintomas, seus movimentos e a resposta durante a avaliação e ao longo do acompanhamento. Por isso, tratar apenas a imagem é um erro. A hérnia pode ser a mesma, mas cada pessoa é diferente. A avaliação deve considerar a pessoa como um todo, e não apenas o que aparece na imagem. Entender a relação entre a hérnia, os sintomas e o comportamento da dor é fundamental para escolher uma estratégia de tratamento mais adequada e individualizada. Um fisioterapeuta em Goiânia especializado em coluna, como o Dr. Amarú Valdivia, fisioterapeuta de dor e coluna, avalia essa relação em cada paciente antes de definir o tratamento.


